sexta-feira, março 02, 2007
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
O resultado do acesso
1ª - São Clemente (239,7 pontos) - campeã
2ª - Caprichosos (239,4 pontos)
3ª - Santa Cruz (239,1 pontos)
4ª - União da Ilha (238, 8 pontos)
5ª - Império da Tijuca (238, 8 pontos)
6ª - Renascer de Jacarepaguá (237, 4 pontos)
7ª - Cubango (237,1 pontos)
8ª - Rocinha (237 pontos)
9ª - Tradição (236,5 pontos) - rebaixada
10ª - Arranco (234,8) - rebaixada
2ª - Caprichosos (239,4 pontos)
3ª - Santa Cruz (239,1 pontos)
4ª - União da Ilha (238, 8 pontos)
5ª - Império da Tijuca (238, 8 pontos)
6ª - Renascer de Jacarepaguá (237, 4 pontos)
7ª - Cubango (237,1 pontos)
8ª - Rocinha (237 pontos)
9ª - Tradição (236,5 pontos) - rebaixada
10ª - Arranco (234,8) - rebaixada
As cinco primeiras a desfilar no grupo de acesso
A Acadêmicos da Rocinha, que ano passado fazia parte do Grupo Especial, foi a primeira escola a desfilar pelo Grupo de Acesso A na noite de anteontem no Sambódromo. Considerada uma das favoritas ao título, a Rocinha teve dificuldades em desenvolver o seu enredo "Gigante no mundo dos pequenos". Apenas 38 baianas conseguiram chegar à tempo na Marques de Sapucaí e, por isto, a agremiação deverá perder meio ponto na apuração, já que o mínimo exigido para esta ala é de 60 componentes. Integrantes da escola disseram que o trânsito fechado por causa do carnaval foi um dos motivos pelos inúmeros atrasos. A uma hora para o início do desfile ainda faltavam chegar muitos componentes na concentração. O primeiro carro alegórico passou com algumas luzes apagadas e o quarto teve problemas para entrar na avenida. A escola ainda enfrentou problemas na dispersão e teve que acelerar seu andamento no final do desfile para cruzar a avenida dentro do limite do tempo do regulamento.
- Não sei o que aconteceu. Nós estávamos com 20 baianas a mais do que o necessário - disse o presidente da escola, Maurício Mattos.
Rainha da bateria da Rocinha no ano passado, Adriane Galisteu desfilou como madrinha da ala infantil. Carismática, ela atraiu a atenção do público durante todo o percurso e, na dispersão, foi carinhosamente cercada pelas crianças.
- Tenho uma relação muito forte com a Rocinha, sou muito amiga do Maurício Mattos, não poderia deixar de desfilar. Espero que a escola esteja no grupo especial no ano que vem e, como sou rainha da bateria da Unidos da Tijuca, desfilarei como integrante da diretoria. Foi muito especial estar à frente das crianças. Quase não sambei para dar atenção a elas.
Fábia Borges, que estreou à frente da bateria da Rocinha, evitou comparações com Galisteu:
- Não vim substituir ninguém, apenas ocupo o meu lugar.
No início do desfile, um casal sobre pernas-de-pau evoluía como mestre-sala e porta-bandeira com uma bandeira dos Jogos Pan-Americanos de 2007 ganhou aplausos do público, que cantou o samba da escola. O enredo mostrou a história de garotos prodígios. A última alegoria representava o menino Jesus.
Depois do luxo da Acadêmicos da Rocinha, foi a vez da escola Arranco, do Engenho de Dentro, trazer seu carnaval de poucos recursos. O orçamento para este ano era de R$ 360 mil, segundo o presidente da escola, Marcos Antonio Mota da Veiga. A apresentação do enredo "A sinfonia brasileira das quatros estações" foi marcada pela criatividade e por soluções como a cola caseira, feita com farinha de trigo e água. O carnaval de baixo custo, sem prejuízo na alegria, foi mencionado já no esquenta, quando a música de Tim Maia "Não quero dinheiro" foi cantada. Nem tudo na escola, no entanto, era artesanal. Os diretores de harmonia dispunham de dois mastros, com uma luz vermelha e outra verde, que orientavam o andamento dos componentes.
A terceira escola a desfilar foi a União da Ilha, com o enredo "Ripa na Tulipa, Ilha!", apresentado com grandes alegorias e cores fortes. A escola também é apontada como uma das candidatas ao título, assim como a Rocinha, e foi obrigada a desfilar com apenas dois terços da comissão de frente, que representava a alquimia da cerveja, já que as fantasias de cinco integrantes não chegaram a tempo. Responsável pela coreografia, Lalá Souza, com muito emoção, contou que as fantasias que não chegaram eram as maiores da comissão de frente e tinham grande importância cênica. O diretor de carnaval João Estevão, no entanto, acredita que a escola não perderá pontos no quesito já que o número mínimo de integrantes foi cumprido.
- Os artistas que desfilaram se superaram e conseguiram comunicar com clareza o significado da comissão de frente - disse Estevão.
A escola também teve problemas de harmonia. Logo depois da segunda cabine de apuração, um enorme buraco se formou entre as alas, podendo prejudicar a pontuação da escola. A primeira porta-bandeira, Priscila Rosa, reclamou de sua fantasia e teve que ser ajudada diversas vezes durante seu desfile. A bandeira também não encaixava na fantasia.
- A fantasia estava inacabada. Tive que fazer consertos na roupa a poucas horas do desfile. Foi um desrespeito ao meu trabalho. A escola não pôde pagar a fantasia e teve que contar com doação. Isto poderá prejudicar nossa minha pontuação, apesar de ensaiarmos tanto e sermos profissionais. Recebi uma proposta para ir par ao Salgueiro para ganhar mais e preferi continuar na Ilha.
Apesar dos problemas do desfile, a União da Ilha agradou e empolgou a platéia, sobretudo as arquibancadas próximas `a dispersão, que cantaram com a escola e entoaram "é campeã" no final do desfile.
Em seguida, foi a vez da Renascer de Jacarepaguá desfilar pela Sapucaí. A comissão de frente tinha a fantasia de jacarés, uma referência ao nome do bairro. Os componentes rastejavam por baixo do carro abre-alas, numa coreografia de Alice Arja. Quatro bailarinos, no entanto, não resistiram ao forte calor e precisaram de atendimento dos bombeiros.
- Fui perdendo os integrantes da comissão de frente durante o desfile e estava muito preocupada com o estado de saúde deles. Apesar desse problema, a idéia funcionou bem na avenida e pude perceber uma reação muito boa do público.
Segundo a Secretaria municipal de Saúde, os bailarinos tiveram hipertermia e sentiram falta de ar, entre eles, Alexandre de Oliveira, de 16 anos.
- Não sei o que aconteceu. Fizemos vários ensaios na quadra, com a fantasia e o carro-alegórico em movimento - contou Alexandre.
A bateria foi outro destaque da escola, cujo enredo foi "Jacarepaguá – Fábrica de Sonhos". A fantasia fazia uma referência ao artista Arthur Bispo do Rosário e alegorias lembravam celas da Colônia Juliano Moreira.
A escola atraiu famosos, como o promoter David Brasil e marcou a estréia na avenida do ator Rafael Almeida que interpreta o personagem Luciano em "Páginas da Vida" e de Raquel Nunes, rainha da bateria, que quase não desfilou por causa do atraso do carro que a buscou.
- Nunca tinha pisado no Sambódromo e estou adorando esta experiência - disse Rafael.
A São Clemente desenvolveu seu carnaval em torno das minorias, com o enredo "Barrados no Baile" dos carnavalescos Edward e Fábio Santos. Eles optaram em trazer muitas alas maquiadas e a escola de Botafogo cometeu poucos erros. O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Marcelo e Daniele, teve a segurança de ser apresentado por Selminha Sorriso, porta-bandeira da Beija-Flor, evoluiu bem.
A escola de Botafogo manteve sua tradicional irreverência ao levar para a avenida um carro alegórico inspirado no filme "Priscilla, a rainha do deserto". O jogador Roger, do Corinthians, desfilou no chão, junto com o carro de som. O ex-BBB Iran foi um dos destaques e disse que um dos autores do samba é seu amigo de infância.
- A São Clemente tem que voltar para o lugar que é dela, o grupo especial. Esta é uma escola de trabalho, onde a diretoria afina os instrumentos e cola as fantasias - disse Iran.
No final do desfile, o presidente, Renato Almeida Gomes elogiou a garra dos componentes, mas descartou favoritismo.
O prefeito Cesar Maia esteve na Sapucaí, desceu à pista para cumprimentar os foliões e durante o desfile da União da Ilha, cantou o samba com os puxadores da escola. Cauê, o mascote do Pan, também marcou presença na avenida e sambou com Renato Lourenço, o gari Sorriso.
- Não sei o que aconteceu. Nós estávamos com 20 baianas a mais do que o necessário - disse o presidente da escola, Maurício Mattos.
Rainha da bateria da Rocinha no ano passado, Adriane Galisteu desfilou como madrinha da ala infantil. Carismática, ela atraiu a atenção do público durante todo o percurso e, na dispersão, foi carinhosamente cercada pelas crianças.
- Tenho uma relação muito forte com a Rocinha, sou muito amiga do Maurício Mattos, não poderia deixar de desfilar. Espero que a escola esteja no grupo especial no ano que vem e, como sou rainha da bateria da Unidos da Tijuca, desfilarei como integrante da diretoria. Foi muito especial estar à frente das crianças. Quase não sambei para dar atenção a elas.
Fábia Borges, que estreou à frente da bateria da Rocinha, evitou comparações com Galisteu:
- Não vim substituir ninguém, apenas ocupo o meu lugar.
No início do desfile, um casal sobre pernas-de-pau evoluía como mestre-sala e porta-bandeira com uma bandeira dos Jogos Pan-Americanos de 2007 ganhou aplausos do público, que cantou o samba da escola. O enredo mostrou a história de garotos prodígios. A última alegoria representava o menino Jesus.
Depois do luxo da Acadêmicos da Rocinha, foi a vez da escola Arranco, do Engenho de Dentro, trazer seu carnaval de poucos recursos. O orçamento para este ano era de R$ 360 mil, segundo o presidente da escola, Marcos Antonio Mota da Veiga. A apresentação do enredo "A sinfonia brasileira das quatros estações" foi marcada pela criatividade e por soluções como a cola caseira, feita com farinha de trigo e água. O carnaval de baixo custo, sem prejuízo na alegria, foi mencionado já no esquenta, quando a música de Tim Maia "Não quero dinheiro" foi cantada. Nem tudo na escola, no entanto, era artesanal. Os diretores de harmonia dispunham de dois mastros, com uma luz vermelha e outra verde, que orientavam o andamento dos componentes.
A terceira escola a desfilar foi a União da Ilha, com o enredo "Ripa na Tulipa, Ilha!", apresentado com grandes alegorias e cores fortes. A escola também é apontada como uma das candidatas ao título, assim como a Rocinha, e foi obrigada a desfilar com apenas dois terços da comissão de frente, que representava a alquimia da cerveja, já que as fantasias de cinco integrantes não chegaram a tempo. Responsável pela coreografia, Lalá Souza, com muito emoção, contou que as fantasias que não chegaram eram as maiores da comissão de frente e tinham grande importância cênica. O diretor de carnaval João Estevão, no entanto, acredita que a escola não perderá pontos no quesito já que o número mínimo de integrantes foi cumprido.
- Os artistas que desfilaram se superaram e conseguiram comunicar com clareza o significado da comissão de frente - disse Estevão.
A escola também teve problemas de harmonia. Logo depois da segunda cabine de apuração, um enorme buraco se formou entre as alas, podendo prejudicar a pontuação da escola. A primeira porta-bandeira, Priscila Rosa, reclamou de sua fantasia e teve que ser ajudada diversas vezes durante seu desfile. A bandeira também não encaixava na fantasia.
- A fantasia estava inacabada. Tive que fazer consertos na roupa a poucas horas do desfile. Foi um desrespeito ao meu trabalho. A escola não pôde pagar a fantasia e teve que contar com doação. Isto poderá prejudicar nossa minha pontuação, apesar de ensaiarmos tanto e sermos profissionais. Recebi uma proposta para ir par ao Salgueiro para ganhar mais e preferi continuar na Ilha.
Apesar dos problemas do desfile, a União da Ilha agradou e empolgou a platéia, sobretudo as arquibancadas próximas `a dispersão, que cantaram com a escola e entoaram "é campeã" no final do desfile.
Em seguida, foi a vez da Renascer de Jacarepaguá desfilar pela Sapucaí. A comissão de frente tinha a fantasia de jacarés, uma referência ao nome do bairro. Os componentes rastejavam por baixo do carro abre-alas, numa coreografia de Alice Arja. Quatro bailarinos, no entanto, não resistiram ao forte calor e precisaram de atendimento dos bombeiros.
- Fui perdendo os integrantes da comissão de frente durante o desfile e estava muito preocupada com o estado de saúde deles. Apesar desse problema, a idéia funcionou bem na avenida e pude perceber uma reação muito boa do público.
Segundo a Secretaria municipal de Saúde, os bailarinos tiveram hipertermia e sentiram falta de ar, entre eles, Alexandre de Oliveira, de 16 anos.
- Não sei o que aconteceu. Fizemos vários ensaios na quadra, com a fantasia e o carro-alegórico em movimento - contou Alexandre.
A bateria foi outro destaque da escola, cujo enredo foi "Jacarepaguá – Fábrica de Sonhos". A fantasia fazia uma referência ao artista Arthur Bispo do Rosário e alegorias lembravam celas da Colônia Juliano Moreira.
A escola atraiu famosos, como o promoter David Brasil e marcou a estréia na avenida do ator Rafael Almeida que interpreta o personagem Luciano em "Páginas da Vida" e de Raquel Nunes, rainha da bateria, que quase não desfilou por causa do atraso do carro que a buscou.
- Nunca tinha pisado no Sambódromo e estou adorando esta experiência - disse Rafael.
A São Clemente desenvolveu seu carnaval em torno das minorias, com o enredo "Barrados no Baile" dos carnavalescos Edward e Fábio Santos. Eles optaram em trazer muitas alas maquiadas e a escola de Botafogo cometeu poucos erros. O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Marcelo e Daniele, teve a segurança de ser apresentado por Selminha Sorriso, porta-bandeira da Beija-Flor, evoluiu bem.
A escola de Botafogo manteve sua tradicional irreverência ao levar para a avenida um carro alegórico inspirado no filme "Priscilla, a rainha do deserto". O jogador Roger, do Corinthians, desfilou no chão, junto com o carro de som. O ex-BBB Iran foi um dos destaques e disse que um dos autores do samba é seu amigo de infância.
- A São Clemente tem que voltar para o lugar que é dela, o grupo especial. Esta é uma escola de trabalho, onde a diretoria afina os instrumentos e cola as fantasias - disse Iran.
No final do desfile, o presidente, Renato Almeida Gomes elogiou a garra dos componentes, mas descartou favoritismo.
O prefeito Cesar Maia esteve na Sapucaí, desceu à pista para cumprimentar os foliões e durante o desfile da União da Ilha, cantou o samba com os puxadores da escola. Cauê, o mascote do Pan, também marcou presença na avenida e sambou com Renato Lourenço, o gari Sorriso.
terça-feira, janeiro 30, 2007
domingo, janeiro 28, 2007
Notícias de uma guerra particular
O ano passado está sendo considerado o mais violento para a liberdade de imprensa em décadas. Há tempos não eram assassinados tantos jornalistas. Em 2006, morreram entre 55 e 155 jornalistas, dependendo da fonte consultada.
Os números são dos mais recentes relatórios - lançados em dezembro e janeiro - da Federação Internacional de Jornalistas, dos Repórteres sem Fronteiras e do Comitê de Proteção a Jornalistas. A situação é tão grave que levou a Human Rights Watch a dedicar um capítulo inteiro à liberdade de expressão no seu relatório de 2007.
Os números são dos mais recentes relatórios - lançados em dezembro e janeiro - da Federação Internacional de Jornalistas, dos Repórteres sem Fronteiras e do Comitê de Proteção a Jornalistas. A situação é tão grave que levou a Human Rights Watch a dedicar um capítulo inteiro à liberdade de expressão no seu relatório de 2007.
sábado, janeiro 27, 2007
Coisas que o dinheiro não paga
Essa história foi escrita por Sérgio Caetano e pode ser vista no original aqui #
Abaixo, uma versão editada:
Meu pai, Almir, era um funcionário público, Policial Civil, daqueles que honrava o quadro, o nome da família e a educação de berço, tanto que morreu pobre. Moleques, eu e meu irmão juntávamos o dinheiro da merenda. Tudo porque no telhado da nossa casa não poderia faltar uma bandeira do FLAMENGO. Nos comprávamos um paninho e a "Veínha", Marilena, costurava, colocava uma estrela e lá íamos nós pro telhado, prender num cano torto, ou num bambu, o "SANTO-SUDÁRIO".
Eu dizia: "_O dia que eu tiver minha própria casa, também vai ser assim; Vai ter uma bandeirona do MENGO, tremulando dia e noite, até que esfiape toda, aí eu coloco outra."
Quando compramos nossa casa, eu e milha mulher colocamos nela 3 cachorros.
Os nomes eram:
1- Fla
2- Mengo
3- Campeão (Filho do Mengo)
Eu soltava os crioulinhos na rua, só pra ter o prazer de chamá-los, com os vizinhos ouvindo:
"_FLA, MENGO, CAMPEÃO !!!"
Na mesma semana da mudança, chamei um serralheiro, que confeccionou um baita de um mastro, onde coloquei uma ENORME bandeira do FLAMENGO, que já foi trocada umas 50 vezes, sei lá, à cada vez que está velha.
Agora, eu pergunto: Isso tem preço???
Peeeeeense.......Um, vizinho, que não seja Flamenguista, vai às Casas Bahia, Ponto Frio, ou à uma loja de materiais de construção, ou qualquer outra, faz uma bela compra. Dá seu endereço pra entrega e, quando começa a dar referências, de como chegar lá, o motorista do caminhão pergunta:
"_É aquela rua, que tem uma Bandeira Enorme do FLAMENGO????...Já sei qual é !!"
Virou referência!
E eu me estouro de rir.
Isso,.....Nem dinheiro paga !!!!
Meu velho avô, Mário Caetano da Silva e Souza, sujeito de caráter ilibado, cultura admirável, de uma educação irrepreensível. Homem que poucas vezes ouvi usar expressões de baixo calão, o popular; "palavrão". Certa vez, vira-se pra mim e diz a seguinte frase;
"Meu neto,.... (pausa) ....você é o neto mais Flamenguista que eu tenho. (Pausa) Até aqui, eu trouxe todos e toda nossa família é de Rubro_Negros...... (pausa mais longa) A partir daqui, eu te passo essa missão: Não deixe que, daqui pra frente, ninguém de nossa família torça pra outro time, que não seja o Mengão. (pausa) Não força a barra não. (longa pausa, e com o olhar fixo nos meus) ......mas, se for preciso, dá umas porradas !!!"
Eu respondi: "_Vô, tenho certeza que isso nunca vai ser preciso." Nesse dia, eu formei a frase que distingue bem o nosso "clã": "NA MINHA FAMÍLIA, QUEM NÃO É FLAMENGO, NÃO NASCE."
Pergunto aos amigos: Isso tem preço?
Como ainda não tenho filhos (falta pouco), já deixei com meu sobrinho e afilhado, (que também é "Mário Caetano") as diretrizes. Eu disse:
"_Mário, se um dia eu não puder mais cumprir a missão deixada pelo velho, é contigo mesmo!!! É sua a braçadeira de "Capitão da Família".
Resposta dele:
"_...xacumigo, Dindo....NA NOSSA FAMÍLIA, QUEM NÃO É FLAMENGO, NÃO NASCE!!!"
Sérgio Caetano 01.26.07 - 6:59 pm #
In: blog Flamengonet
Abaixo, uma versão editada:
Meu pai, Almir, era um funcionário público, Policial Civil, daqueles que honrava o quadro, o nome da família e a educação de berço, tanto que morreu pobre. Moleques, eu e meu irmão juntávamos o dinheiro da merenda. Tudo porque no telhado da nossa casa não poderia faltar uma bandeira do FLAMENGO. Nos comprávamos um paninho e a "Veínha", Marilena, costurava, colocava uma estrela e lá íamos nós pro telhado, prender num cano torto, ou num bambu, o "SANTO-SUDÁRIO".
Eu dizia: "_O dia que eu tiver minha própria casa, também vai ser assim; Vai ter uma bandeirona do MENGO, tremulando dia e noite, até que esfiape toda, aí eu coloco outra."
Quando compramos nossa casa, eu e milha mulher colocamos nela 3 cachorros.
Os nomes eram:
1- Fla
2- Mengo
3- Campeão (Filho do Mengo)
Eu soltava os crioulinhos na rua, só pra ter o prazer de chamá-los, com os vizinhos ouvindo:
"_FLA, MENGO, CAMPEÃO !!!"
Na mesma semana da mudança, chamei um serralheiro, que confeccionou um baita de um mastro, onde coloquei uma ENORME bandeira do FLAMENGO, que já foi trocada umas 50 vezes, sei lá, à cada vez que está velha.
Agora, eu pergunto: Isso tem preço???
Peeeeeense.......Um, vizinho, que não seja Flamenguista, vai às Casas Bahia, Ponto Frio, ou à uma loja de materiais de construção, ou qualquer outra, faz uma bela compra. Dá seu endereço pra entrega e, quando começa a dar referências, de como chegar lá, o motorista do caminhão pergunta:
"_É aquela rua, que tem uma Bandeira Enorme do FLAMENGO????...Já sei qual é !!"
Virou referência!
E eu me estouro de rir.
Isso,.....Nem dinheiro paga !!!!
Meu velho avô, Mário Caetano da Silva e Souza, sujeito de caráter ilibado, cultura admirável, de uma educação irrepreensível. Homem que poucas vezes ouvi usar expressões de baixo calão, o popular; "palavrão". Certa vez, vira-se pra mim e diz a seguinte frase;
"Meu neto,.... (pausa) ....você é o neto mais Flamenguista que eu tenho. (Pausa) Até aqui, eu trouxe todos e toda nossa família é de Rubro_Negros...... (pausa mais longa) A partir daqui, eu te passo essa missão: Não deixe que, daqui pra frente, ninguém de nossa família torça pra outro time, que não seja o Mengão. (pausa) Não força a barra não. (longa pausa, e com o olhar fixo nos meus) ......mas, se for preciso, dá umas porradas !!!"
Eu respondi: "_Vô, tenho certeza que isso nunca vai ser preciso." Nesse dia, eu formei a frase que distingue bem o nosso "clã": "NA MINHA FAMÍLIA, QUEM NÃO É FLAMENGO, NÃO NASCE."
Pergunto aos amigos: Isso tem preço?
Como ainda não tenho filhos (falta pouco), já deixei com meu sobrinho e afilhado, (que também é "Mário Caetano") as diretrizes. Eu disse:
"_Mário, se um dia eu não puder mais cumprir a missão deixada pelo velho, é contigo mesmo!!! É sua a braçadeira de "Capitão da Família".
Resposta dele:
"_...xacumigo, Dindo....NA NOSSA FAMÍLIA, QUEM NÃO É FLAMENGO, NÃO NASCE!!!"
Sérgio Caetano 01.26.07 - 6:59 pm #
In: blog Flamengonet
segunda-feira, janeiro 08, 2007
Imprensa 2007
O glorioso Bloco Carnavalesco Imprensa Que Eu Gamo convida os jornalistas/compositores a inscreverem seus sambas para o desfile de 2007 e convida a imprensa nacional para as festas de escolha de samba e para o desfile:
ESCOLHA DE SAMBA DO IMPRENSA QUE EU GAMO:
SEMI-FINAL - DIA 23 DE JANEIRO
FINAL - DIA 30 DE JANEIRO
LOCAL - CABARÉ KALESA
HORARIO: A PARTIR DE 20H
inscrições podem ser feitas ate o dia 22 de janeiro, pelo email ramiro.alves@gmail.com
TODOS OS CONCORRENTES DEVEM LEVAR A LETRA DO SAMBA IMPRESSA EM NO MINIMO 10 COPIAS PARA O JURI E BATERIA
DESFILE DO IMPRENSA
03 DE FEVEREIRO
CONCENTRAÇÃO A PARTIR DE 14H - SAIDA DO BLOCO AS 16H
LOCAL - MERCADINHO SAO JOSE
ESCOLHA DE SAMBA DO IMPRENSA QUE EU GAMO:
SEMI-FINAL - DIA 23 DE JANEIRO
FINAL - DIA 30 DE JANEIRO
LOCAL - CABARÉ KALESA
HORARIO: A PARTIR DE 20H
inscrições podem ser feitas ate o dia 22 de janeiro, pelo email ramiro.alves@gmail.com
TODOS OS CONCORRENTES DEVEM LEVAR A LETRA DO SAMBA IMPRESSA EM NO MINIMO 10 COPIAS PARA O JURI E BATERIA
DESFILE DO IMPRENSA
03 DE FEVEREIRO
CONCENTRAÇÃO A PARTIR DE 14H - SAIDA DO BLOCO AS 16H
LOCAL - MERCADINHO SAO JOSE
sábado, dezembro 30, 2006
Ano Velho
O ano de 2006 termina com o recrudescimento da violência na cidade carioca.
Meio bolados, esperamos um feliz 2007.
Meio bolados, esperamos um feliz 2007.
segunda-feira, dezembro 04, 2006
Assinada ou anônima
Katherine Funke, repórter de A Tarde (Salvador), lançou a questão:
Um repórter que tem mãos uma denúncia tão séria que, se publicada, coloca o profissional em risco de vida, deve assinar a matéria? Ele pode recorrer a um pseudônimo? Ele pode não assinar? Enfim, como publicar sem correr risco de vida?
Jorge Antonio Barros, do Globo, respondeu:
A meu ver, essa é uma questão muito delicada. Mas de qualquer forma deixar de assinar a matéria não é a medida mais importante a ser tomada nesse tipo de caso.
A grosso modo, sem saber detalhes, diria que a assinatura muitas vezes é a principal garantia de vida do repórter, dependendo obviamente do grupo, pessoa ou organização que será atingido pela matéria.
Se há chances de processo judicial, significa menor risco contra a vida do autor.
Se o alvo ou alvos da reportagem em questão integram ou têm suporte de grupos clandestinos (criminosos ou esquema de inteligência ligado a forças policiais ou militares), deve-se tomar cuidado com a publicação de nomes dos implicados. O caso pode ser denunciado e não se publicar nomes. Seria a melhor opção. Nesses casos, os potenciais agressores não se sentem motivados a agir, já que seus nomes não foram publicados.
Outro dado importante é o nível de envolvimento do repórter com os alvos da reportagem. Se não há qualquer vínculo entre eles ou entre os alvos e qualquer pessoa ligada ao repórter, é melhor mesmo que se assine a matéria. De preferência com mais duas pessoas. É mais difícil ameaçar ou matar três do que um só.
Acho que o repórter deve ter a opção de assinar ou não a matéria. Mas antes de assiná-la, o jornal deve se preparar para dar todo apoio que o repórter necessitar, prevendo até mesmo que ele saia de circulação por um tempo.
As normas de segurança devem compreender o seguinte:
1) Procurar apoio imediato do Ministério Público Federal para acionar a polícia, informando potenciais agressores ou suspeitos tão logo a matéria seja publicada;
2) Ações de contra-inteligência: orientar toda a redação, o departamento pessoal de empresa e telefonistas para não fornecerem informações privadas sobre os jornalistas. Muitas vezes num simples telefonema falso de uma administradora de cartão de crédito, os criminosos conseguem dados sigilosos e/ou informações privadas sobre os funcionários do jornal.
3) Instalação de bina e secretária eletrônica na residência dos repórteres que assinarem a matéria; pedir ajuda à tecnologia para rastrear e-mails suspeitos; e manter essas informações sob o mais rigoroso sigilo.
4) Produção de dossiê com as principais fontes, documentos e todos os detalhes que o repórter tiver, com distribuição de cópias para mais de três pessoas, uma delas no exterior. Essa informação pode ser de alguma forma disseminada por meio da matéria para desmotivar qualquer represálias dos alvos da investigação.
5) Denúncia antecipada a entidades de classe nacionais e internacionais para reagirem ao menor sinal de ameaças ou retaliação.
6) Se as pressões forem grandes prever uma retirada estratégica do repórter e a inclusão de novos repórteres na cobertura para confundir os potenciais agressores.
7) Se houver ameaça grave, o repórter ou repórteres devem circular em carros blindados com escolta discreta em outro veículo, de empresa privada de segurança ou mesmo policial (com a supervisão do Ministério Público);
8) Planejamento de estratégia jurídica para enfrentar o caso.
9) Sobre mais normas de segurança, consulte o jornalista Eduardo Márques, dirigente da Federação Internacional de Jornalistas na Colômbia, que pode ser localizado por meio do link http://www.ifj.org/default.asp?ndex=2076&Language=ES
Um repórter que tem mãos uma denúncia tão séria que, se publicada, coloca o profissional em risco de vida, deve assinar a matéria? Ele pode recorrer a um pseudônimo? Ele pode não assinar? Enfim, como publicar sem correr risco de vida?
Jorge Antonio Barros, do Globo, respondeu:
A meu ver, essa é uma questão muito delicada. Mas de qualquer forma deixar de assinar a matéria não é a medida mais importante a ser tomada nesse tipo de caso.
A grosso modo, sem saber detalhes, diria que a assinatura muitas vezes é a principal garantia de vida do repórter, dependendo obviamente do grupo, pessoa ou organização que será atingido pela matéria.
Se há chances de processo judicial, significa menor risco contra a vida do autor.
Se o alvo ou alvos da reportagem em questão integram ou têm suporte de grupos clandestinos (criminosos ou esquema de inteligência ligado a forças policiais ou militares), deve-se tomar cuidado com a publicação de nomes dos implicados. O caso pode ser denunciado e não se publicar nomes. Seria a melhor opção. Nesses casos, os potenciais agressores não se sentem motivados a agir, já que seus nomes não foram publicados.
Outro dado importante é o nível de envolvimento do repórter com os alvos da reportagem. Se não há qualquer vínculo entre eles ou entre os alvos e qualquer pessoa ligada ao repórter, é melhor mesmo que se assine a matéria. De preferência com mais duas pessoas. É mais difícil ameaçar ou matar três do que um só.
Acho que o repórter deve ter a opção de assinar ou não a matéria. Mas antes de assiná-la, o jornal deve se preparar para dar todo apoio que o repórter necessitar, prevendo até mesmo que ele saia de circulação por um tempo.
As normas de segurança devem compreender o seguinte:
1) Procurar apoio imediato do Ministério Público Federal para acionar a polícia, informando potenciais agressores ou suspeitos tão logo a matéria seja publicada;
2) Ações de contra-inteligência: orientar toda a redação, o departamento pessoal de empresa e telefonistas para não fornecerem informações privadas sobre os jornalistas. Muitas vezes num simples telefonema falso de uma administradora de cartão de crédito, os criminosos conseguem dados sigilosos e/ou informações privadas sobre os funcionários do jornal.
3) Instalação de bina e secretária eletrônica na residência dos repórteres que assinarem a matéria; pedir ajuda à tecnologia para rastrear e-mails suspeitos; e manter essas informações sob o mais rigoroso sigilo.
4) Produção de dossiê com as principais fontes, documentos e todos os detalhes que o repórter tiver, com distribuição de cópias para mais de três pessoas, uma delas no exterior. Essa informação pode ser de alguma forma disseminada por meio da matéria para desmotivar qualquer represálias dos alvos da investigação.
5) Denúncia antecipada a entidades de classe nacionais e internacionais para reagirem ao menor sinal de ameaças ou retaliação.
6) Se as pressões forem grandes prever uma retirada estratégica do repórter e a inclusão de novos repórteres na cobertura para confundir os potenciais agressores.
7) Se houver ameaça grave, o repórter ou repórteres devem circular em carros blindados com escolta discreta em outro veículo, de empresa privada de segurança ou mesmo policial (com a supervisão do Ministério Público);
8) Planejamento de estratégia jurídica para enfrentar o caso.
9) Sobre mais normas de segurança, consulte o jornalista Eduardo Márques, dirigente da Federação Internacional de Jornalistas na Colômbia, que pode ser localizado por meio do link http://www.ifj.org/default.asp?ndex=2076&Language=ES
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