sábado, março 22, 2008

Amy mais uma vez

Volto a falar da Amy. Comecei a prestar atenção em cada uma das músicas e a que mais gostei foi "You know I' m no Good".

Ouvido atento aos arranjos, percebi uma coisa interessante: as participações tranqüilas, econômicas, suaves do sax e do clarinete. Eles, os músicos, não os instrumentos, encontraram a dose certa, a quantidade certa de participação em praticamente todas as músicas.

A banda é muito boa, mas conceber um arranjo em que os metais quase não aparecem e, por isso mesmo aparecem demais, é realmente o máximo. Aplausos para os músicos e para o maestro que concebeu tal idéia.

Isso nos mostra que tudo que existe no campo das artes pode e deve ser inovado (usando-se o talento, a arte e a criatividade).

O que nos cansa é a repetição infinita de velhas formulas...

Há que renovar e a Amy nos dá a oportunidade de vivenciar essa constatação. Um novo mundo com novas músicas, novas idéias, novos homens no comando com novas e boas idéias, se aproxima....

(Procure saber do último discurso do candidato à presidência dos Estados Unidos, Barack Obama).

quarta-feira, março 19, 2008

Pintou mais uma cena carioca


Imagine você acordar de madrugada com um pichador em sua janela. Essa terrível e cômica cena carioca aconteceu hoje com Bruno Oliveira Peon, que mora no 6º andar de um prédio na Tijuca. Veja o relato dele no Globo Online.

Que saco?

As sacolas de plástico, distribuídas aos quatro cantos, abarrotam lixões, ruas, bueiros, rede de esgoto.

Em casa, já tínhamos dispensado as sacolas de colocar frutas e verduras. Como qualquer outro produto, nós as colocamos no carrinho e, depois, na balança do caixa.

Recentemente, começamos a usar uma bolsa de pano, feita pela minha mãe, para as compras. Apenas essa bolsa de pano substituiu um montão de sacolas plásticas. Impressionante! A gaveta na qual eu guardava plásticos, antes abarrotada, agora tem o fundo aparente.

Usar bolsas de pano é mais confortável, bonito e ecologicamente correto. O G1 fez uma reportagem sobre a popularização das bolsas de pano. Além de mostrar que o plástico faz parte de 15% do lixo urbano despejado na cidade, de acordo com a Comlurb, a matéria diz que os plásticos levam de cem a 200 anos para se decompor.

Veja a matéria aqui

Caro pra caramba!

O próprio prefeito do Rio está divulgando:

"As cidades mais caras do mundo: Oslo, Copenhague, Londres, Dublin, Zurique, Estocolmo, Helsink, Genebra, Paris e Viena. Nova York é agora a décima oitava mais cara, atrás de Frankfurt e Amsterdam e só dois lugares na frente de Barcelona (26). Madrid fica quatro lugares abaixo de Barcelona (30). S. Paulo vem em 41, Santiago do Chile em 50 e Rio em 51".

Caro pra caramba!!!

domingo, março 16, 2008

Amy Winehouse

Acabei de baixar o album "Back to Black". Estou ouvindo e...gostando! Não é nada "Super". Mas é algo que estimula uma dança civilizada, nem de longe parecida com a Salsa e outros rítmos latinos que nos conduzem à uma viagem de volta, ou dizendo melhor, que nos libertam, que nos empurram pr'á fora de nós mesmos...

Já a música da Amy... Um quarto de hora dançando, depois um papo civilizado regado à prosecco ou coquetel de frutas sem álcool e vida que segue, como, se, na placidez do Himalaia....Uma delícia! Não dá para acreditar que ela e os músicos que tocam com ela, saibam que no mundo existe dengue, febre amarela, bala perdida, ruas sujas, tal a suavidade do som atualíssimo que fazem...

sábado, março 15, 2008

Coisa

Tem coisa que aborrece!
Trânsito, dinheiro, tanto o que reclamar...
série de sapos que são engolidos
Cansa!
Tira o gosto das coisas
Perde o sono, a cama, tudo o que há pra admirar
Sons, sonhos abolidos

Tem coisa que emburrece.
Fila, derrota, tanto o que fazer de novo
O trabalho sem sentido, o dia repetido
Desesperança.
Do policial que se embrutece
Como tudo o que ele enfrenta
Crime, bandido, tiro perdido

Tem dia que a gente não esquece.
O corpo, o morto, tanto o que chorar
A dor da família mutilada

Que pára

Desmonta.

E... "é claro que o sol vai voltar amanhã"

...

Saúde

Me cansei de lero-lero
Dá licença mas eu vou sair do sério
Quero mais saúde
Me cansei de escutar opiniões
De como ter um mundo melhor
Mas ninguém sai de cima
Nesse chove-não-molha
Eu sei que agora
Eu vou é cuidar mais de mim!

Como vai, tudo bem
Apesar, contudo, todavia, mas, porém
As águas vão rolar
Não vou chorar
Se por acaso morrer do coração
É sinal que amei demais
Mas enquanto estou viva
Cheia de graça
Talvez ainda faça
Um monte de gente feliz!

SAÚDE
(Rita Lee / Roberto de Carvalho)

quinta-feira, março 13, 2008

Três

Três significa equilíbrio. Não é à toa que são três os poderes da democracia: executivo, legislativo e judiciário. Desta forma, pretende-se evitar que um se sobreponha aos outros. O número 3 também é a tripartição de Deus: Pai, filho (Deus terreno, Jesus) e Espírito Santo (espírito de deus). Três tem muitos outros significados e aparece em diversas histórias, como os três mosqueteiros (Athos, Porthos e Aramis. Eles inspiram o simpático D'Artagnan e bradam o lema "Um por todos e todos por um"), três porquinhos. No céu, três marias. Na física, três pontos definem um plano. O três inspiraria outras 300 linhas. Hoje, 13 de março de 2008, é dia de comemorar o três.

quarta-feira, março 12, 2008

Lumiar

Sorriso de desdém

Ainda me lembro como se fosse hoje e olha que não faz tão pouco tempo assim. Cheguei e falei pros amigos: vocês precisam ouvir “Lumiar” e dormir e sonhar...

- Quem canta?

Beto Guedes, respondi. Pr'a que! Recebi não um, mas vários sorrisos de desdém, acompanhados da pergunta:

- E quem é esse cara?

Escolhi o mais cético, deixei com ele o disco do Beto Guedes que eu trazia (naquele tempo não existia Emule e ouvir as músicas que se queria ouvir não era coisa tão simples) e disse: ouve, amanhã a gente conversa.

No dia seguinte ele me procurou, agradeceu o presente que, segundo ele, eu havia lhe dado e disse que aprendera uma lição: “Não zombar do que não conhece, ao contrário, postar-se com expectativa respeitosa diante do desconhecido uma vez que ele, o que não conhecemos, pode nos trazer maravilhosas surpresas”.

E o sorriso de desdém? Você ainda se lembra dele? Se você ainda não ouviu Lumiar, depois que ouvir, vai ver que talvez entre nós não devesse existir sorrisos de desdém...

sexta-feira, março 07, 2008

Revelação

Ler "cidade Carioca" é sempre um misto de prazer e atualização. Ora a gente se depara com texto leves, relaxantes, ora com temas instigantes e atuais. É com esse espírito que me detenho em frente à telinha do computador e me emociono e me atualizo sempre.