sexta-feira, junho 27, 2008

Troféu Abacaxi

Abelardo Barbosa, o Chacrinha, por Marco Antonio Cavalcanti.

Quem não se comunica se trumbica.

No FotoGlobo

quinta-feira, junho 26, 2008

Ai Jesus

Tá no hino do Flamengo: "Nos Fla-Flus é o 'ai, Jesus'!". Tá na cidade carioca: naturalidade fluminense, coração Flamenguista.

Por essas e outras, simpatizo com os tricolores do Rio na final dessa libertadores. Acho possível reverter a diferença de dois gols no Maracanã. Se fosse apostar, colocaria minhas fichas no Fluminense. O chato é aturar os torcedores insuportáveis e a comemoração até altas horas perto da minha casa. Tudo bem, quando o mengão vence, volta e meia isso acontece, fazemos muito mais barulho e temos muito mais chatos. Claro, a massa é rubro-negra. A vantagem do florminense ganhar é que, com o título da libertadores, talvez vire um time grande.

terça-feira, junho 24, 2008

Deixe que sua mente leia

De aorcdo com uma peqsiusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as Lteras de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia Lteras etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma bçguana ttaol, que vcoê anida pdoe ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo. Sohw de bloa.

Fixe seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente leia corretamente o que está escrito.

35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5!

terça-feira, junho 17, 2008

Voltando para casa

Chovia e era madrugada. Cruzei, de carro, o centro do Rio. Parecia uma cidade fantasma. Sob as largas marquises, sob cobertores cinzas, centenas de pessoas dormiam enfileiradas. Lembrei-me de "Em busca da felicidade". Will Smith luta para ter um emprego e pagar o preço de viver na cidade, mas tem que dormir na rua e em abrigos com o filho. Emocionante.

No Rio, além das marquises, há bairros e favelas dominadas pelo poder paralelo. Morar dignamente é um desafio e um privilégio. É uma questão social, mas é econômica também. O acesso formal a uma casa digna é muito difícil. Um pequeno passo foi dado. A reportagem da Danielle Abreu (Extra) e Vivian Pereira Nunes (Globo Online): Trocando um barraco na favela por uma casa no asfalto, mostra alguns resultados.

segunda-feira, junho 16, 2008

Verdades verdes

Três morrem no bárbaro quotidiano do Rio. Foram torturados e assassinados. Quantos outros abusos foram feitos, mas não apareceram porque não tiveram o mesmo trágico desfecho?

- Vi meu filho vivo no Exército! Como ele foi aparecer morto! - gritou Lilian, caindo desolada ao chão, em frente à unidade do Exército no Santo Cristo, no mesmo lugar onde vira Wellington e seus dois amigos sendo interrogados por soldados, na manhã de sábado. Depoimento publicado na página 10 do GLOBO do dia 16 de junho de 2008.

quarta-feira, junho 11, 2008

Fotos

Gosta de fotos?

Vai lá: FotoGlobo

sexta-feira, maio 16, 2008

Os eleitos

Tocar violão é uma arte. Digo isso me referindo aos que tocam bem. A destreza, a agilidade com os dedos de ambas as mãos, é uma dádiva concedida por Deus a alguns eleitos. E quando além dessa benesse recebida, o próprio instrumento resolve escolher alguns como seus protegidos e ao invés de tocar, esses escolhido tem os seus dedos conduzidos por ele, por suas cordas e trastes? Nesses instantes, o músico nada faz a não ser deixar-se conduzir docilmente pelo violão. A interação é total e a harmonia única. Homem e instrumento fundem-se em um só corpo e, quem contempla esses momentos tem uma singular certeza: está vivendo um momento divino.

Quando vi e ouvi Yamandú Costa tive essa sensação e uma inquietação nasceu
materializada nessa pergunta: o que fazer para cair nas graças do meu violão???

segunda-feira, maio 12, 2008

Isabela

Ninguém sabia, pois não contei pra ninguém, mas torci muito para que aparecesse marcas de uma terceira pessoa no quarto. Minha boca fica seca, sinto náuseas, fico sem chão, quando penso que um pai possa ter feito o que o Alexandre fez.

Quem sabe ainda haja tempo e se descubra não ser ele o verdadeiro culpado?

Tudo indica, porèm, infelizmente, que não existe mais ninguém envolvido.

Como seria bom, nesse caso, se ele assumisse sua culpa,e, sinceramente arrependido, se confessasse um pusilâmine covarde por ter permitido que fizessem o que fizeram com sua filha (a esganadura), e um verme por ter jogado a menina Isabela pela janela.

Com essa atitude, ao invés de ficar negando por medo da punição, ele estará dando o primeiro passo para recuperar a condição de ser humano, que perdeu, naquela noite fatídica de sábado.

domingo, maio 04, 2008

Só um breve comentário

Todo mundo que estudou ou estuda Platão conhece o “Mito da Caverna”. O difícil é perceber a relação existente entre esse mito de Platão e o recente "caso austríaco" que está em todos jornais do mundo. Um amigo percebeu e me sugeriu o paralelismo.

A caverna de Platão, alegoria, é muito, muito interessante. Por demais interessante o que ele imaginou como representação para os que não conhecem ou não querem conhecer a verdade, ou melhor, depois que tomam conhecimento dela, preferem fingir que nada sabem e assim não têm que enfrentar o novo, o que antes era desconhecido...

Já o caso austríaco, é demasiado triste; antes de ser filosófico, é psiquiátrico.

O mundo, esse desconhecido para os homens da “caverna de Platão”, já era conhecido pela família dele (filha, mulher, filhos e netos), através da televisão. Porém, podemos pensar que eles não tinham a menor idéia do que se passava diante dos seus olhos, uma vez que, a ser verdadeiras as informações que temos à respeito desse caso, jamais saíram do porão. Será isso verdade? O que será que pensavam a respeito do que viam na televisão? O que lemos nos jornais é que ficaram fascinados/assustados com a lua, com os carros que passavam por eles em sentido contrário e em alta velocidade, em suma, com o mundo novo com que agora eles travam conhecimento.

Eles, ao contrário de alguns “homens da caverna de Platão”, com certeza, não quererão fazer o caminho de volta à morbidez do porão, apesar das dificuldades que enfrentarão nas suas inserções ao convívio social.

E sobre o pai, o que se pode falar à respeito de um homem que tem esse tipo de comportamento? Com a palavra, a justiça austríaca.

quinta-feira, abril 24, 2008

As amendoeiras

Deu no “O Globo” de hoje: morador teria envenenado 5 árvores da Avenida Atlântica para ter a vista da praia liberada. Poder da janela ver o mar é algo maravilhoso. Poder da sacada ver o céu, contemplar a lua e as estrelas..... Da janela dos fundos entrar em comunhão com a montanha, com as árvores, com os pássaros e animais silvestres... Quem ama a natureza, desce do seu apartamento, se extasia diante do mar, senta à sombra das amendoeiras e de soslaio olha as montanhas, encantado...

Olhar em volta, ver verdadeiramente; quem vê verdadeiramente, não precisa cortar amendoeiras para ver o mar. Vê as amendoeiras, vê o mar; vê o mar, vê as amendoeiras; vê as montanhas, o céu, a lua, as estrelas, sem sair do lugar ou mudar de direção o seu olhar.