sexta-feira, julho 11, 2008

Uma crônica urbana

Durante uma Semana, a repórter Neide Duarte acompanhou o trânsito de São Paulo e flagrou cenas de irritação e solidariedade. Ela descreve o trânsito como um monstro que emite sons ameaçadores. Quando as pessoas olham para os carros só vêm os carros, não pensam que há um motorista - uma pessoa - dentro dele.

Com imagens de Rafael Trindade e Willy Murara, faz uma bela reportagem (14/4/08), apesar de lidar com generalizações.

- A cada dia a limitação é maior, mas vamos aceitando. Achamos que cabemos, os outros é que não cabem.

Hoje, outra reportagem mostra que pavio curto tem remédio. Para ilustrar a matéria, claro, o trânsito de São Paulo: brigas, agressões, motoqueiros (e não motociclistas) batendo em carros. Um festival de horrores. A reportagem de Mariana Ferrão é sobre o transtorno explosivo intermitente (o pavio curto), problema pouco estudado pela medicina. No final, a ressalva importante: é preciso saber as diferenças entre pavio curto e falta de educação.

domingo, julho 06, 2008

Scarlett Johansson e Tom Waits

Vocês já ouviram Scarlett Johansson cantando músicas deTom Waits? Nossa! Difícil dizer o que se sente... Depois, ouça o próprio Tom Waits cantando por exemplo, "Tom Traubert's blues". Ele parece sintetizar em sua voz toda angustia que já existiu, que existe e existirá no mundo. Como meu inglês é precário, nem sei se o que ele canta é tão angustiante quanto sua voz exprime. Gostei demais! Confiram.

terça-feira, julho 01, 2008

O que é, o que é?

Começa com Fla e termina com Flu

sexta-feira, junho 27, 2008

Troféu Abacaxi

Abelardo Barbosa, o Chacrinha, por Marco Antonio Cavalcanti.

Quem não se comunica se trumbica.

No FotoGlobo

quinta-feira, junho 26, 2008

Ai Jesus

Tá no hino do Flamengo: "Nos Fla-Flus é o 'ai, Jesus'!". Tá na cidade carioca: naturalidade fluminense, coração Flamenguista.

Por essas e outras, simpatizo com os tricolores do Rio na final dessa libertadores. Acho possível reverter a diferença de dois gols no Maracanã. Se fosse apostar, colocaria minhas fichas no Fluminense. O chato é aturar os torcedores insuportáveis e a comemoração até altas horas perto da minha casa. Tudo bem, quando o mengão vence, volta e meia isso acontece, fazemos muito mais barulho e temos muito mais chatos. Claro, a massa é rubro-negra. A vantagem do florminense ganhar é que, com o título da libertadores, talvez vire um time grande.

terça-feira, junho 24, 2008

Deixe que sua mente leia

De aorcdo com uma peqsiusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as Lteras de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia Lteras etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma bçguana ttaol, que vcoê anida pdoe ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo. Sohw de bloa.

Fixe seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente leia corretamente o que está escrito.

35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5!

terça-feira, junho 17, 2008

Voltando para casa

Chovia e era madrugada. Cruzei, de carro, o centro do Rio. Parecia uma cidade fantasma. Sob as largas marquises, sob cobertores cinzas, centenas de pessoas dormiam enfileiradas. Lembrei-me de "Em busca da felicidade". Will Smith luta para ter um emprego e pagar o preço de viver na cidade, mas tem que dormir na rua e em abrigos com o filho. Emocionante.

No Rio, além das marquises, há bairros e favelas dominadas pelo poder paralelo. Morar dignamente é um desafio e um privilégio. É uma questão social, mas é econômica também. O acesso formal a uma casa digna é muito difícil. Um pequeno passo foi dado. A reportagem da Danielle Abreu (Extra) e Vivian Pereira Nunes (Globo Online): Trocando um barraco na favela por uma casa no asfalto, mostra alguns resultados.

segunda-feira, junho 16, 2008

Verdades verdes

Três morrem no bárbaro quotidiano do Rio. Foram torturados e assassinados. Quantos outros abusos foram feitos, mas não apareceram porque não tiveram o mesmo trágico desfecho?

- Vi meu filho vivo no Exército! Como ele foi aparecer morto! - gritou Lilian, caindo desolada ao chão, em frente à unidade do Exército no Santo Cristo, no mesmo lugar onde vira Wellington e seus dois amigos sendo interrogados por soldados, na manhã de sábado. Depoimento publicado na página 10 do GLOBO do dia 16 de junho de 2008.

quarta-feira, junho 11, 2008

Fotos

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sexta-feira, maio 16, 2008

Os eleitos

Tocar violão é uma arte. Digo isso me referindo aos que tocam bem. A destreza, a agilidade com os dedos de ambas as mãos, é uma dádiva concedida por Deus a alguns eleitos. E quando além dessa benesse recebida, o próprio instrumento resolve escolher alguns como seus protegidos e ao invés de tocar, esses escolhido tem os seus dedos conduzidos por ele, por suas cordas e trastes? Nesses instantes, o músico nada faz a não ser deixar-se conduzir docilmente pelo violão. A interação é total e a harmonia única. Homem e instrumento fundem-se em um só corpo e, quem contempla esses momentos tem uma singular certeza: está vivendo um momento divino.

Quando vi e ouvi Yamandú Costa tive essa sensação e uma inquietação nasceu
materializada nessa pergunta: o que fazer para cair nas graças do meu violão???