terça-feira, fevereiro 01, 2011

Atenção daltônicos: projeto de acessibilidade no trânsito foi arquivado

O projeto de Lei que alterava os sinais de trânsito foi arquivado no dia 31 de janeiro de 2011.  Além das cores, os sinais teriam formas. Assim, os daltônicos, que não diferenciam o verde do vermelho, seriam os maiores beneficiados. Porém, o PL-04937/2009, que alteraria o Anexo II da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que institui o Código de Trânsito Brasileiro, para dispor sobre o formato da sinalização semafórica, foi arquivado.

sexta-feira, junho 18, 2010

Pensar, pensar - Morre Saramago

Acho que na sociedade actual nos falta filosofia. Filosofia como espaço, lugar, método de refexão, que pode não ter um objectivo determinado, como a ciência, que avança para satisfazer objectivos. Falta-nos reflexão, pensar, precisamos do trabalho de pensar, e parece-me que, sem ideias, nao vamos a parte nenhuma.

José Saramago, Revista do Expresso, Portugal (entrevista), 11 de Outubro de 2008

Hoje perdemos o escritor portugês José Saramago.

http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2010/06/18/morre-escritor-portugues-jose-saramago-916916523.asp#coment

quinta-feira, maio 27, 2010

Seminário internacional de jornalismo Online

Repórteres, editores, acadêmicos e programadores com atuação de destaque na produção de notícias para o meio digital se reúnem em São Paulo, no dia 29 de maio, para o 1º Seminário Internacional de Jornalismo Online, das 9h às 18h, na Faculdade Cásper Líbero. As inscrições estão encerradas, mas o encontro poderá ser acompanhado ao vivo através de Webcasting oferecida pelo Portal Terra: http://noticiasaovivo.terra.com.br/noticias/seminariodejornalismonline/440-br.

sexta-feira, maio 14, 2010

o sal das palavras

"Na ordem do saber, para que as coisas se tornem o que são, o que foram, é necessário esse ingrediente, o sal das palavras. É esse
gosto das palavras que faz o saber profundo, fecundo" (Barthes)

terça-feira, maio 11, 2010

Seleção Brasileira (que não vai para copa)

Vitor (gremio)

Leo Moura
Alex, Miranda
Marcelo

Sandro (inter)
Hernandes
Paulo Henrique Ganso
Ronaldinho Gaúcho

Diego Tardelli e Adriano


Nenhum destes jogadores vai para a Copa. Mostra a força do futebol brasileiro. Sem falar no Diego, Pato etc


terça-feira, maio 04, 2010

O inimigo é o Power Point


O NYT fez interessante reportagem sobre o uso do Power Point no Exército americano. Pior do que mapas que "parecem uma bola de macarronada", são os blocos de texto separados por marcadores redondinhos.  Vale ler a matéria (em inglês) aqui http://www.nytimes.com/2010/04/27/world/27powerpoint.html

segunda-feira, abril 26, 2010

Fotografando poemas

O Centro do Rio já foi o ponto central da cidade, ponto de encontro de poetas, filósofos, pensadores. Talvez inspirado nesta época, o repórter fotográfico Gustavo Stephan resolveu fotografar locais do Centro que foram cenário de poemas ou poetas. No dia 27 de maio, 19h, na sala de Leitura do Centro Cultural da Justiça Federal, com entrada franca (tel: 3261-2563 / 2582), Gustavo vai explicar como produziu o projeto Fotografando poemas.

quinta-feira, abril 15, 2010

Como Bogotá se transformou?

Como Bogotá se transformou? Umas belas imagens neste video que Hugo Acero me enviou. Claro, desconsiderando a parte em que Antanas Mockus bota o bogotá pra fora...

terça-feira, abril 13, 2010

Que não é o que não pode ser que não é

Que não é o que não pode ser que
Não é o que não pode
Ser que não é
O que não pode ser que não
É o que não
Pode ser
Que não
É
O que não pode ser que
Não é o que não pode ser
Que não é o que
O que?
O que?
O que?
Que não é o que não pode ser que não é

 

O que (1986)
Arnaldo Antunes

segunda-feira, abril 12, 2010

É o fundo do poço, é o fim do caminho / No rosto o desgosto, é um pouco sozinho

Águas de Março

Tom Jobim

É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol

É peroba do campo, é o nó da madeira
Caingá, candeia, é o MatitaPereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira

É o vento ventando, é o fim da ladeira

É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira

É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mão, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão

É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto o desgosto, é um pouco sozinho
É um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto
É um pingo pingando, é uma conta, é um conto

É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manhã, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada

É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato, na luz da manhã

São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração

É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé

São as águas de março fechando o verão,
É a promessa de vida no teu coração

É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um belo horizonte, é uma febre terçã

São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
pau, pedra, fim, caminho
resto, toco, pouco, sozinho
caco, vidro, vida, sol, noite, morte, laço, anzol

São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração.